Segundo o comunicado da ASPPM, a ASPPM manifesta a maior solidariedade institucional com o Comandante-geral cessante, vítima da ingerência do ramo naval e dirige uma palavra de forte apreço ao Contra-almirante Gomes de Sousa pela coragem e solidariedade na recusa de substituição do cargo nas condições que se adivinham.

“Não deixando de lamentar a cessação de funções do Vice-almirante Cunha Lopes, um militar consciente das balizas constitucionais entre a segurança e a defesa e um firme defensor da autonomia da Polícia Marítima relativamente às Forças Armadas, a ASPPM vê nesta situação a oportunidade da tutela promover a necessária mudança estatutária que permita a nomeação de um civil para substituição no cargo dirigente, em abono do Estado de Direito”, explica.

“A tutela terá agora o ónus de escolher para o cargo alguém impermeável a aspirações da Marinha, para que se possa manter a autonomia, a dignidade e coesão institucional”, termina o comunicado.